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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

O Pedreiro

Penso no olhar velho do meu pai
e desenho uma rua.
 
Removo a pedra, o pó e o rio.
 
Deito a chuva na sombra
com as pequenas ervas.
 
Ao meio-dia
espremo da testa o sol
Dou à pedra a força,
à flor o meu grito
e ao semblante o horizonte.
 
O apito e o arroto
leva o farrapo branco à boca.
 
A pensar no olhar velho do meu pai
 
Cuspo as mãos, esfrego a ferramenta
e bato o metal na terra.
 
Numa berma assobia a morte
Na outra canta a vida.
 
A pensar no olhar velho do meu pai
Desenho o seu destino.
 
 
Ana Mª Costa
 
estou: e aterafada

escrito por A.fe às 12:28

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De A.fe a 13 de Abril de 2006 às 16:36
Publico o comentário que o JTParreira faz ao meu poema porque no momento o sapo não o deixou publicar, aproveito para a gradecer a todos a amabilidade das suas palavras e também das suas visitas e como não pode deixar de ser
Uma boa e santa Páscoa.
jinhos

«Penso no olhar velho do meu pai / e desenho uma rua.» Este início é fabuloso, mistura o real com o onírico. A velhice com a infância (desenhar uma rua). É, para mim, um dos grandes poemas que já escreveste, dos que conheço. Se quiseres podes usar este meu comentário e editá-lo.
Parabéns.
Um beijo.
João


De José Alexandre Ramos a 20 de Abril de 2006 às 09:39
Ora nem mais. E se o João Parreira o diz, eu reforço: é dos melhores poemas que já li da Ana!


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