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Terça-feira, 9 de Agosto de 2005

Fazer ou não fazer?


Na verdade não se deve fazer.
Eu sei! Mas não resisto em reparar com atenção o que me rodeia.
São 18h, estou no centro comercial no sector da alimentação e ao passar por ali reparo que mais à frente, por trás de uma palmeira, adorno do centro, naquelas mesinhas com vista para o piso de baixo; está alguém a trabalhar num computador portátil.
Era um indivíduo de cabelo grisalhos, na casa dos quarenta, magro, escrevia com empenho no pequeno teclado do computador.
Com um motivo para me sentar, procuro uma mesa mais atrás para observar com mais
Atenção o equipamento. Pouco discreta, arrasto a cadeira e coloco a carteira em cima da mesa, retiro o telemóvel mais umas folhas soltas e uma caneta para disfarçar.
Com este espalhafato todo, naturalmente que o indivíduo olhou pelo canto do olho na minha direcção e eu como quem não quer a coisa, escrevia nas folhas que tinha em cima da mesa e olhava para o ar como se estivesse a pensar.
Ele, agora mais inquieto, mexia-se na cadeira como que incomodado ao mesmo tempo que movia o monitor para o outro lado, para que eu não visse o que escrevia.
Não era minha intenção espiar o que estava a escrever, mas se pudesse ler, melhor.
Sempre quis um computador daqueles, que andasse comigo para todo o lado, porque assim: sempre que tivesse uma/muitas ideias escreveria e nada perdia.
O desejo era tanto que inevitavelmente imaginei-me ali no centro comercial, no final da tarde depois do emprego e fazer horas para ir para a escola, estaria ali com o meu portátil a escrever para o sempre. E muito escreveria, que seria um best-seller e quando fosse mais velha ganhava o prémio Nobel da Literatura. Seriam, os meus amigos a entregar o prémio em cima do palco e rio e choro de felicidade mas levo comigo debaixo do meu braço o computador portátil que me ajudou a alcançar aquele objectivo.
Devia estar mesmo a sonhar com os olhos fechados, porque voltei a realidade quando alguém espirrou ao passar ali.
Desiludida pela presente realidade constato que o indivíduo estava cada vez mais desconfiado, parecia que lia os meus pensamentos, gesticulava pegajosamente como tentáculos do polvo nas teclas e mexia energeticamente no rato que accionava uma luz vermelha viva.
Para ficar mais confortada ocorreu-me que ele também deve ter tido um princípio que possivelmente não foi de ter tudo necessário para a realização do seu sonho.
E se lhe perguntasse?
-Olá, boa tarde! O meu nome é Ana Maria –“Avozquenaosecala”-desculpe a pergunta, mas é escritor? – Quando começou a sua carreira? -foi difícil? E como se chama? Tem um portátil muita giro!!! Já o tem há muito tempo? Por acaso não está a pensar em dar/vender? Barato?
Não na verdade não o devo fazer.
Não sei?!!


escrito por A.fe às 15:58

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De Anónimo a 10 de Agosto de 2005 às 09:51
Antonio, querido migo obrigada pelos teus conselhos uteis, que desconhecia hihihi.
em relaçao ao teu blog a intenção tb pode ser essa, só porque mereces.jinhosana maria
</a>
(mailto:aguassantas11@sapo.pt)


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