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a diferença em mim vista por vós, é a mesma por mim vista em vós.

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.Fazer olhinhos

Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

Eu e o Basilio Miranda

Não se esquece o que toca
a fibra dos sentidos
vez alguma
a palavra que roçou o corpo
foge
mesmo que a voz nunca lá esteja
um desejo quieto
corre
um suspiro breve
um olhar esquecido
acorda com a surpresa do teu rosto
um beijo cala-se
bem ao fundo do peito
e na concha das minhas mãos
brilham os teus lábios.

Basilio Miranda

 

E a voz ela é pó

que se levanta no ar

e pousa no sólido da respiração que dorme no ventre

e um olhar longe é o ouvido do horizonte no beijo com  o monte

e é no gemido da terra que engole as veias

que nasce a palavra amor que arde no corpo

quando os teus lábios  falam aos beijos.

 

Ana Mª Costa

-*-

perde-se a palavra



a palavra faz o momento
fabrica ossos e asas, dita o dia.

a palavra faz o encontro
mais longo do que podem os olhos.

a palavra adoece na hesitação dos lábios
morde o coração se perde a voz.

quer pulsos, quer veias, quer um corpo
que lhe seja leal e firme, a palavra

corre entre neurônios atônitos
sua potência escorre, perde-se

onde um coração cansado, descrente
já não advinha o rumo.

 

Basilio Miranda

 

Encontra-se a palavra

 

O momento faz a palavra

Dita a noite fabrica das luzes

 

O encontro faz a palavra

Mais longa que o toque.

 

Quer gestos, quer pele, olhos

Que falem uma língua, a palavra.

 

Perde-se uma força que escorre

Entre virgulas, pontos e espaços.

 

Encontre-se a palavra_fé

Nas mãos de um coração.

 

Ana Mª Costa

 

 

 

 


escrito por A.fe às 12:12

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