.as minhas fotos

.links

.pesquisar

 

.o mesmo eu

a diferença em mim vista por vós, é a mesma por mim vista em vós.

.Outubro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


.Fazer olhinhos

Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

Eu e a Mónica

Para ti-de nós

 

 

De costas encostadas murmuramos palavras no silêncio do nosso entendimento.

Cruzamos as pernas em posições diferentes no chão desarrumado de sentidos

E sentimos a frieza do cimento de forma distintamente complementar.

O som atravessa o nosso corpo e extravasa abraços de interpretações,

Trazemos nas mãos a sabedoria das inquietações do olhar.

 

 

Ainda te digo mais…!

 

O nosso projecto estilhaçou-se nos ventres das nossas mães

Foi no vento que os fragmentos se juntaram e colaram-se formando uma bola_ a mistura dos nossos pensamentos

Quando nascemos a tua cegonha perdeu-se e trouxe-te mais tarde

estive à tua espera na janela que me deram

enquanto na tua cresceram as flores e as ervas sem cores

se não fosse os dias terem asas e se nas horas não nascessem as verdadeiras coincidências

hoje da minha janela com a minha cegonha_ainda te esperava.

 

 

Mónica correia e Ana Mª Costa

-*-

 

Caem estrelas dos teus olhos e são cintilantes como as tuas palavras.
O afecto que desencadeias nos retratos que nos tiras diariamente
Marca o papel como um timbre que não se desgasta no tempo.
É o teu tempo de viveres na luz através dos olhos do mundo.
Obrigada pelo talento que pousas levemente no quotidiano
E pelo alento que ofereces como flores pintadas no quadro da escrita

É do relento que o nu se agasalha e nem sempre da lã sai o calor!

O papel não é mais que um lenço ou um saco que se enche de vida

Das nossas, da tua e da minha num voo que se abre ao nosso mundo restrito _somos nós

Somos nós vivas ou já mortas? O papel o diz ou dirá porque  as estrelas já o são_lidas

Falámos, rimos, comemos, amamos, choramos e encarnamos tudo no mesmo corpo e no cimo das nossas chaminés, esperamos de mãos coladas, o espírito que vem completar-nos

Não é do talento, não é da carne é mais de dentro que expulso as sementes para o meu jardim e, quando a semente é boa, colho-a da flor, sábia do calor que ela tem para mim.

 

 

Somos sonhadoras que pensamos colher os dias ao mundo num ramo de flores e alegrar com impulsos ou emoções os pequenos corações que pulam aprisionados no cárcere corpo.

 

Somos tudo isto mas tudo mais também!

 

Mónica Correia e Ana Mª Costa

 

-*-

Ana

 

Sentes a respiração nas mãos ofegantes de transpiração,

E transbordas incertezas nos teus passos literários.

Vais de encontro ao desconhecido tão insanamente conhecido...

O prazer/abismo está vertiginosamente virado aos teus pés,

E dás voltas desorientadas em seu redor pensando no sabor do mergulho.

A adrenalina volátil da lacuna revirada diariamente no teu livro de vida.

 

Mónica

Despe-me e tira-me da terra que estrangula os poros por onde vejo

Lava-me deste sangue atrevido que a carne esconde

está o meu livro da vida aberto em cima do abismo e as folhas sujas abrem-se da lama

no suor e nas incertezas que escorrem das gotas de lágrimas.

e porque o vento frio não corre nos meus sentidos

mergulho no prazer hoje e amanhã vedo-me ao futuro.

Mónica Correia e Ana Mª Costa

 


escrito por A.fe às 11:41

link do post | não sejas tímido | favorito
|

blogs SAPO
a diferença em mim vista por vós, é a mesma por mim vista em vós.