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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

VESTES , A INTELECÇÃO*poema a duas mãos

“Videor, eu tenho ar

Eu sou visto”

Nancy

não vais ignorar que é a  voz que te chama ao ouvido

que é a partilha infinitamente finita um pedaço, uma lasca de um papel

até a arvore onde escrevo e cuido, regando diariamente

cai , num pais de dedos nas dobras finas vincadas a ferro

sua vestes e véus, a intelecção suposta

entre Ion e Homero , a cisão da seda que te quer

entre o corpo e a parede, a vulgata traduzida para ti

do verso, no instante do murmúrio, nos teus lábios

o eu, o outro e o mesmo  onde o sol se despe no nosso calor

se aperta no timbre das palavras asfixiando-as contra os peitos

nos espelhos e nas suas rosas, tenho falta de sentidos e de

ar enquanto escrevo, o ar que me roubas sorrateiramente, respiro

compreendo, imagino o meu leitor acalorado e corado

nas esplanadas da vida sempre abertas para a montanha onde

está, calor, não está, onde o ar é intelecção, percepção ou chão

junto ao rio azul e preto dum scribo no olho de um pirata corre o

rumor comum, a verdade habita-me não abandona

me é anterior, pousada está já a árvore que eu reguei com palavras

 

José gil e Ana Mª Costa


escrito por A.fe às 18:27

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2 comentários:
De soaresesilva a 26 de Outubro de 2006 às 22:31
Quero ser muito franca convosco: o defeito será meu mas não consegui "absorver" o sentido deste poema a dois. Será falta de cultura ou de sensibilidade minha.


De A.fe a 27 de Outubro de 2006 às 11:38
Luísa nem é uma coisa nem outra!
vê antes como um trabalho feito por dois poeta que contextualizaram um divagar nas letras.
Como deves saber Luísa nem sempre o poema tem sentido ou mensagem para dar a quem os lê, até porque a poesia não é um texto objectivo e de sentido denotativo, pelo contrário.
A poesia (para mim)–é a imaginação que através de uma pedra vê a alma da areia.
Obrigada pela sinceridade e também por não teres ficado omissa.

Não disseste nada em relação aos outros trabalhos que publiquei. Porquê?
Ana


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