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a diferença em mim vista por vós, é a mesma por mim vista em vós.

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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

poema a quatro mãos*POEMAS E OUTRAS COISAS COM ASAS» VUL...NERÁVEIS

É isso. Tudo o que não é. Sim! Mas não identifico…

   as palavras correm como as ondas no mar

 É a avidez que se enche como um poço fundo e sombrio

 vejo-as chegar e partir, quebrando na praia

de fastio, é a fartura vazia. E vazia de profundidade

espraiam-se, correm, espumam, enfeitam-se?

é a exasperada fleuma solta no eco das paredes molhadas

 a praia recebe-as e eu consigo percebê-las?

 é a raiva, plácida e serena. E escorrer sentidos mergulhados

 faço do dia este lugar onde os olhos abrem

É o sorriso composto para não abrir a boca e gritar, é

depois de abrir as janelas e olhar para longe

morder, é remorder a mágoa, molhá-la e enxugá-la na toalha

até me sentar à frente do café com leite...

ácida até que o sangue aflore um grito de leito que corra

apetece voltar ao leito para os sonhos?

à doce flor dos lábios. É o beijo suspenso num alfinete que enfeita

não sei o que sonho enquanto durmo! Meu sumo

e é não o dar. É a ternura e é o frio do gelo a vontade de me

escolhido, encolhido, envolvido, revolvido...

esgaçar a própria pele ao recolher, crescem frágeis

pétalas duma rosa cujo aroma aspiro aspirar

as unhas na carícia. É a outra face da vontade na

suspensão: as palavras a dizer que existo mesmo

pele não ter culpa nenhuma. E culpar o meu corpo.

Quando durmo ou acordo este olhar para...

É escrever frases amarrotadas, rotas e coladas transcritas e decoradas

o horizonte onde as ondas rolam até aqui

para as amarrotar em bolas. E quebrar esta história

na praia dos poemas enfeitados de pequenas conchas

E atirá-las à água para as enterrar na indiferença das tuas mãos

com que faço colares para enfeitar teu pescoço

que alguém não as leia furadas ou alteradas

podendo percorrer com elas o teu peito e acariciar

ao lê-las escoando-se lisas. E relembrando estas vivências

a tua vagina, vulva, abaixo do Monte de Vénus

É tudo o que é não ser o que é isso: no oco de existir

 mesmo com a imaginação nesta distância nomeada

 Sombriamente nada e é isso, apenas sentir

Sem nome, sem palavra, sem mais nada...

claramente o seu oposto como as duas faces que partiram e mutaram

este encontro desmedido pelas nossas medidas

de uma só face voltando e permanecendo

cada um por sua vez em todas as vezes e vozes

a face para o outro lado. quando um beijo se dá _a nada! Apenas nada!

As palavras entregues no Presente do Passado ao Futuro!!

 

© 2006 Alexandra* ~ OneLight*® , Ana Mª Costa,  Mónica Correia e FC


escrito por A.fe às 18:19

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