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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

poema a duas mãos*POEMA DE MIM e sobre ti

Eu sou poeta. Um sonhador...um mágico que da cartola tira 
Uma gota de orvalho dormindo...com um coelho branco
Num berço cristalino de recordações. Este é o meu mundo e
Eis-me aqui...neste palco de poesia
Denunciando preconceitos e vaidades que não visto.
As luzes confundem-se no escarlate no rio que levo
Do meu sangue animador. Que não me anima a alma
Rosas e túmulos são algo de mim que eu planto no meu cemitério
Das minhas visões. Enquanto sou assim
E o mundo se transforma. Ri e chora o caminho que se recusa a descer
Pelos degraus da existência...sem ti, não
Há outros céus. Outros azuis...outros corpos, outros beijos mesmo com
Mais marés e mais jardins. Tudo, não me serve ainda
Há também a projecção do eu universal...o Uno o Bem e a Ideia
Na ode matinal suspensa...na minha cartola mágica que planto
Em todas as florestas. As gotas de orvalho pousam nos meus olhos e
Há o fôlego da vida pelas escolas...mas é só do que me lembro.
Da minha infância feliz. Cresço sem magia e
Há o amor lactente...pulsando sangue para o corpo
Em todos os actos poéticos. Sou punho que bate
Desesperadamente...no papel, na mesa, no computador, no rato, não interessa!
Sou poeta de tudo o mais...pode vir, só
Que ainda não entendi, nem a minha cartola entenderá?
E como simples mortal que sou...e poeta nesta rota sem rumo  
Aqui deixo as minhas impressões...emlágrimas e emoções
O meu modo de ver e de sentir...e de apalpar
A dor que encontro nas palavras...e na cartola de onde saio nu nos olhos
E nos cenários trágicos da miséria. Quase morro por existir
Mas é na tristeza das crianças...queo meu coração vive um mar revoltado
Na existência real de tanto mal...não consigo fazer magia e sei
Que me afundo nos meus ais. A cartola dorme e
Eu que tenho no Amor a solução...tiro ao ar as notas e a música e 
Canto a vida com a força da poesia. num hino ou num desatino, não sei?
E se tudo isto não te diz nada... a gota do orvalho acorda e grita
Eu vou ali e já venho e eu vou com ela.
 
 
F. Corte Real e Ana Mª Costa

escrito por A.fe às 17:57

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