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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006

Esqueço(-te)

Escrevo  no meu coração o que me lembra
enquanto sei que não escrevo o que se esquece
lembro-te,
nos lábios de beijar
sim
de beijar -te
mas ao mesmo tempo
lembro na raiva
o gosto do lamber o beijo(–te) tão bem quanto as letras humidas o fazem,
o gosto de (te) lembrar no que o me apetece é a entrega em que
entro
e no depois o minto(-me)
ao esquecer(-te)
e agora não sei porque me lembro da cadela
que se passeia no cio e atrela as ruas de cães
que lambem o seu cheiro
 e também não sei
Porquê que gosto de pensar em ser aquele animal que nasce cego
 mas que não se esquece de fazer o tudo ?
E depois ainda gosto de pensar
Para que serve ter cérebro?
 para que serve saber muito?
 para que serve o amor?
 para que serve sermos mulheres?
e porque existem os homens?
 quem somos nós ou o que somos nós?
Para que serve pensar?
E porque me lembro de muitas  respostas para muitas destas perguntas
 e não as quero ou recuso-me a aceitá-las
Esqueço-as
Então lembro-me de querer nascer novamente
 dentro de uma barriga de uma mulher
 e depois mamar-lhe as mamas
e depois não esquecer  os únicos momentos inocentes
 que trouxe nos meus lábios para o resto da minha vida.
Assim
Quem me fez mulher ou faz?
O coração?
Tu?
Eles?
Eu?
 
Esqueço-me quando e como?
 
 
Ana Mª Costa
 
 

escrito por A.fe às 09:39

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5 comentários:
De frabcuscis sobreira a 18 de Setembro de 2006 às 14:57
Ana: Acabo de ler o teu e-mail e depressa vim pra cá. Esclareceste bem, o que agradeço de coração. Mas notei que , ao contrário da outra vez em que aqui estive, não foi preciso colocar o meu e-mail e nem há aquela palavra "password". Se ficar assim, acho até melhor. E quanto ao poema, menina, estás cada vez mais inspirada e fazendo poemas mais longos . Um jinho carinhoso.


De Amaral a 19 de Setembro de 2006 às 22:15
Ler e depois reler e depois concluir que devo ler outra vez...
De cima a baixo, de pergunta em pergunta, o que somos senão uma ilusão construída pelo nosso cérebro, que "vê" aquilo que não é, num mundo que parece sólido no tudo de que faz parte.
Como dizia o autor, só quando contemplamos uma ventoinha a girar velozmente, verificamos que as suas pás desapareceram para dar lugar a um "corpo redondo"...
"Para que serve o amor" e "para que serve pensar"?...
Recusar a aceitar uma resposta talvez seja um passo para nos quedarmos mudos na barafunda ensurdecedora da vida que vive...


De soaresesilva a 19 de Setembro de 2006 às 22:03
Intrigante o teu poema de hoje! Quereremos nós esquecermo-nos de tudo o que já passámos na vida e recordar apenas os momentos de inocência do nascer? Não sei. Há tantas horas belas que vale a pena recordar!


De Jofre Alves a 20 de Setembro de 2006 às 00:03
Venho, não por obrigação, mas pelo imperativo de apreciar a beleza e qualidade inerentes ao blogue, fino do gosto, esteticamente encantador. E também pela inspiração poética que aqui exala.


De js a 21 de Setembro de 2006 às 11:59
(não sei comentar poemas ... nem talvez consiga disfutar todos os pormenores que estes me tentam transmitir)... mas aqui vai umas palavritas soltas
... "para que serve (...)"?.... para que serve o tudo? e o nada? ..se quando pensamos que temos quase tudo, ficamos com quase nada?... certo é que do nada nascemos e no nada morreremos ... memso que pelo meio nunca tenhamos tudo...
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt


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