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Sexta-feira, 14 de Julho de 2006

Tempo do desejo

As construções que inventamos nos espaços em branco do presente,
São presentes que edificamos na passagem de mais um dia…
São rasgos das mãos reprimidas que escondemos nos bolsos.
 
Dou as mãos às tuas letras
E as noites serão claras
Escolho-me nos tempos, largo-me do presente
E edifico-me no futuro
Que o verbo tem
Abraçarei as tuas palavras no colo dos dias
Esquecerei as regras presentes enquanto brinco com os sonhos nos dedos.
 
 
E conto nos dedos as histórias que fomos vivendo…
Vivo no presente sem o futuro do verbo receber.
Trago o rio do teu corpo nas minhas veias
E corre pelo leito e colo a palpitar de vontade.
Na foz desemboco nos teus braços diluídos de amor
E mergulho nas lágrimas das ondas salgadas.
 
 
Prendo-me nos desejos que fogem do futuro
            Envio os dedos para as histórias que te contei
            Sacudo das arvores o barulho do cair das palavras
            E na queda pendura-se o verbo amar às veias dos galhos secos do presente.
 
 
Mónica Correia e Ana Mª Costa

escrito por A.fe às 12:25

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6 comentários:
De Mikas a 14 de Julho de 2006 às 16:32
Bom fim de semana amiga tão doces quanto as palavras


De alice a 14 de Julho de 2006 às 19:47
querida ana maria,

só hoje pude vir ver a actualização que entretanto fizeste no blog

já tinha dito à mónica que adorei ler-vos a quatro mãos
e também já conhecia os outros pensamentos ;)

bom fim de semana, amiga

beijinho grande

alice


De Jofre de Lima Monteiro Alves a 15 de Julho de 2006 às 09:20
Como amante da poesia fiquei agradavelmente interessado neste esbelto blogue, cujo visita passarei a efectivar com frequência para meu deleite

Jofre de Lima Monteiro Alves


De A.fe a 17 de Julho de 2006 às 11:43
Caro Jofre Alves também para mim é um prazer receber palavras tao agradáveis .
eu também já o visitei e conheci e tenho a dizer-lhe que conheço Terras de Bouro das vezes que visitei uma amiga e colega (na altura) que habitava no centro desta linda vila minhota.
pois, fico a aguardá-lo por cá e você fique a aguardar-me por aí, na natureza-fique atento talvez aparece montando um veado ou um cavalo com as águas puras e frescas vêm as arvores ao meu lado.

Um abraço
Ana Mª Costa


De soaresesilva a 17 de Julho de 2006 às 22:39
É lindo este poema em que se fala dum presente que afinal comemora um passado que foi belo! Quanto ao futuro afinal fica a dúvida já que os "galhos estão secos"


De auréllio a 18 de Julho de 2006 às 00:44
me fez lembrar da história de somo uma página em branco quando nascemos e vamos escrevendo com o decorrer da vida.belo post e até mais.....


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